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Ações de diagnóstico geram impacto e comprometimento

by chagas — last modified 15/01/2009 09:57

Cerca de 8 mil empregados em todo o Brasil envolvidos em uma transformação institucional sem precedentes.

 

09/09/2008

 

Os cerca de 50 empregados da Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) treinados a fazer o diagnóstico inicial para o projeto institucional “Memória Embrapa” perceberam, durante a capacitação, a revolução histórica na qual a instituição e seus cerca de oito mil empregados em todo o Brasil estão envolvidos por conta das ações que visam a recuperação, disseminação e valorização do conhecimento técnico e científico gerado pela empresa desde sua criação, há 35 anos.

Quase um mês depois de terem sido treinados por Vânia Caldas, consultora da empresa Memória Ativa, terceirizada para executar ações do projeto Memória Embrapa, as informações recebidas ainda causam impacto. Alguns empregados revelam que, além de ser novidade, o que aprenderam pressupõe mudança de hábitos e atitudes no cotidiano de trabalho a fim de que a valorização e preservação da memória institucional possam ser postas em prática.

“Sentir esse impacto inicial e até mesmo resistência é uma reação comum. Tomar consciência, por exemplo, de que se guarda lixo documental por muito tempo e muitas vezes joga-se fora o que interessa guardar, e que mudar essa situação requer comprometimento de todos os empregados, é uma constatação até certo ponto preocupante. Mas, na seqüência, vem o alívio, pois, passo a passo, conforme as medidas visando ao resgate e preservação da memória vão sendo internalizadas, cada colaborador passa a se familiarizar com elas e a reconhecer o valor das próprias ações nesse sentido”, avalia Vânia Caldas.

De acordo com a consultora, cerca de 70% do que for levantado nos diagnósticos do acervo (analógico e digital) informacional científico e tecnológico, e da situação documental arquivística, bibliográfica e museológica, talvez seja considerado descartável. “Esse é um índice que temos observado ao longo do nosso trabalho em projetos de resgate da história das organizações”, explica a consultora. Por outro lado, diz ela, “é surpreendente o que temos encontrado de valor, já identificado antes mesmo de o projeto Memória Embrapa ter iniciado oficialmente”.

A Embrapa Amazônia Oriental, em 8 de agosto último, tornou-se a quinta Unidade da empresa, de um grupo de dez, a receber treinamento presencial para aplicação de questionário-piloto como instrumento de diagnóstico inicial. Os treinamentos nas Unidades, com duração de um dia cada, começaram no mês de julho e prosseguem até final de setembro.

As próximas Unidades a serem treinadas no mês de setembro, fechando o ciclo de visitas técnicas, são a Embrapa Uva e Vinho (Bento Gonçalves / RS), no dia 12, a Embrapa Trigo (Passo Fundo / RS), no dia 15, e a Embrapa Semi-Árido (Petrolina / PE), no dia 26.

Além do centro de pesquisa sediado em Belém, já receberam visitas técnicas da equipe responsável pelo diagnóstico as seguintes Unidades: Embrapa Cerrados (Brasília / DF), Embrapa Arroz e Feijão (Santo Antonio de Goiás / GO), Embrapa Amazônia Ocidental (Manaus / AM), Embrapa Algodão (Campina Grande / PB), Embrapa Solos (Rio de Janeiro / RJ) e Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro / RJ).

Após a etapa de testes, o questionário preliminar será disponibilizado on-line, na intranet empresarial, a todas as Unidades da instituição. Além da mensuração documental e do resgate do patrimônio cultural, o projeto Memória Embrapa, coordenado pela Embrapa Informação Tecnológica (Brasília / DF), inclui ações de levantamento do patrimônio natural da instituição.


Izabel Drulla Brandão (MTb 1084/PR)
Jornalista
Embrapa Amazônia Oriental